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A cirurgia plástica, em suas mais diversas modalidades, é um aliado da autoestima, da reconstrução e do bem-estar físico e emocional. Entretanto, tão importantes quanto a escolha do procedimento e a experiência do cirurgião são os cuidados de saúde ao longo do tempo, incluindo o acompanhamento regular por meio de exames periódicos.

É comum que pacientes tenham dúvidas sobre a necessidade de exames específicos após a cirurgia plástica, ou se ela gera riscos que demandarão atenção diferenciada no futuro. Porém, neste artigo, você vai desvendar alguns desses mitos, conhecendo os fatos científicos a respeito dos cuidados com a saúde que podem ou não mudar após a realização de um procedimento.

Importância dos exames periódicos após a cirurgia plástica

A realização de exames periódicos é um princípio da boa medicina preventiva. Para pacientes que passaram por cirurgia plástica, eles têm um papel fundamental, mas não para detectar complicações graves decorrentes do procedimento, como muitos imaginam.

Na verdade, as cirurgias plásticas não estão associadas ao desenvolvimento de doenças sistêmicas ou ao surgimento de novos riscos à saúde. O propósito central dos exames é monitorar a condição geral da área operada, identificar precocemente eventuais alterações e orientar condutas para a manutenção dos resultados obtidos.

Ao contrário do que se pensa, colocar uma prótese de silicone, por exemplo, não aumenta o risco de câncer de mama nem causa alterações hormonais ou imunológicas relevantes, conforme mostram estudos de sociedades de cirurgia plástica e mastologia.

Pesquisas mostram que a incidência de câncer entre mulheres com prótese de silicone é a mesma que entre as mulheres que nunca colocaram silicone. Alguns estudos apontam uma incidência até menor. portanto, não há nenhuma evidência de correlação e, principalmente, de causalidade.

Contudo, pacientes com prótese mamária ou que realizaram cirurgias nas mamas devem aderir a exames regulares, não só para investigar as mamas como um todo, mas também para ter certeza quanto à integridade dos implantes.

Tipos de cirurgia plástica e o impacto nos exames de rotina

Existem muitas modalidades de cirurgia plástica, e cada uma pode exigir atenção a detalhes específicos ao longo do acompanhamento clínico. Entre as mais comuns estão:

Exames periódicos após a colocação de prótese de silicone

Não é apenas a mamoplastia de aumento que envolve a colocação de próteses de silicone. Existem mulheres que precisam de implantes mamários após a mastopexia e até mesmo ao realizarem uma mamoplastia redutora. Também não podemos nos esquecer das próteses de glúteos e panturrilha, entre outras regiões do corpo.

Após essas cirurgias, o paciente, seja homem ou mulher, precisa realizar os exames periódicos recomendados pelas sociedades médicas, a fim de acompanhar o estado da prótese. No caso de implantes nos seios, os exames também monitoram a saúde das mamas, o que é uma necessidade de todas as mulheres.

Nesses casos, os médicos recomendam consultas regulares para avaliação de eventuais sintomas, dor ou alterações visíveis, bem com exames de imagem, como o ultrassom, ressonância magnética e, no caso dos seios, mamografias. A periodicidade desses exames é orientada pelo médico, conforme o histórico e necessidades de cada paciente.

Exames periódicos após a redução mamária (mamoplastia redutora)

As pacientes que realizaram mamoplastia redutora também devem manter o calendário de exames, seguindo as orientações de faixa etária e dosagem da densidade mamária. As alterações da cirurgia (cicatriz, novo formato) não dificultam a realização de ultrassonografias, mamografias ou ressonância magnética. No entanto, é fundamental informar sempre o médico radiologista ou ultrassonografista sobre o procedimento realizado.

Exames periódicos após a lipoaspiração e abdominoplastia

Estes procedimentos, geralmente, não alteram a rotina de exames da paciente, salvo em situações específicas, como histórico de enfermidades ou casos que demandaram correções extensas de áreas com cicatrização delicada.

Portanto, os cirurgiões geralmente não pedem exames periódicos para monitorar o paciente após esses procedimentos. Talvez eles solicitem algum exame em caso de intercorrências, o que é raro. Porém, ao realizar exames de rotina, é importante notificar o médico ou técnico, para que ele entenda que certas modificações na pele ou tecidos são normais após procedimento.

Grande parte dos laboratórios já solicita ao paciente o preenchimento de uma ficha na qual ele declara informações diversas sobre saúde, inclusive cirurgias realizadas.

Exames periódicos após cirurgias de face, nariz, pálpebras e outras

Essas intervenções não modificam indicações de exames sistemicamente. O foco do acompanhamento clínico é, em geral, a evolução da cicatrização. Em casos raros, o médico pode solicitar a avaliação de eventuais assimetrias ou rejeições a materiais utilizados, como enxertos ou próteses faciais.

Exames de imagem para mamas após cirurgia plástica

O acompanhamento das mamas após a cirurgia plástica é essencial para manter a saúde mamária e garantir a integridade do implante. Os exames mais empregados e suas indicações são:

Ultrassonografia das mamas

A ultrassonografia mamária é um exame fundamental para todas as mulheres, pois auxilia na identificação de alterações do tecido mamário, como nódulos benignos ou cistos, e também avalia sinais mais evidentes de problemas com o implante, a aparência do implante, identificando possíveis sinais de contratura, ruptura ou vazamentos.

A periodicidade do ultrassom tende a ser muito variável, porque ele não depende da colocação da prótese, e sim de características individuais da paciente, como herança genética, histórico clínico pessoal e ocorrências de câncer de mama na família.

Portanto, em muitos casos, os médicos recomendam a realização do ultrassom a cada dois anos. Em outras pacientes, devido a esse histórico, o monitoramento precisa ser anual ou até mesmo semestral, considerando os fatores de risco individuais.

Mamografia

A mamografia permanece o exame padrão-ouro para rastreamento do câncer de mama, mesmo em pacientes com próteses. A presença do implante exige técnicas específicas — como as manobras de Eklund — que permitem uma excelente visualização do tecido mamário.

Mulheres a partir dos 40 anos, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia, devem realizar a mamografia anualmente, ou conforme orientação do mastologista.

Vale a pena destacar que, por mais que a mamografia pressione as mamas, ela não rompe as próteses. Portanto, não deixe de fazer este exame tão importante por receio de que ele possa prejudicar o implante. Afinal, as próteses atuais são extremamente resistentes.

Ressonância magnética das mamas

Esse exame é reservado para situações em que há dúvida diagnóstica após ultrassom ou mamografia, ou para monitorar a integridade da prótese. Afinal, a ressonância detecta até mesmo microfissuras, sendo extremamente eficaz.

Geralmente, mulheres com próteses de silicone podem se beneficiar de uma ressonância de controle a cada 3 a 5 anos. Porém, este intervalo varia, conforme a avaliação médica. Caso a paciente tenha sintomas como dor, alterações na forma do seio ou endurecimento, ela deve procurar o médico imediatamente para realizar o exame.

Vale ressaltar que a presença de prótese não impede e nem dispensa o rastreamento adequado para câncer de mama. Os exames são feitos com adaptações técnicas e mantêm sua elevada sensibilidade. O importante é não interromper o acompanhamento regular nem adiar os exames por insegurança ou desinformação.

Fatores de alerta no monitoramento de próteses de silicone

Como você já viu, a maioria das cirurgias plásticas não demanda exames periódicos adicionais. Os únicos procedimentos que envolvem algum tipo de monitoramento posterior são os que envolvem a colocação de prótese de silicone.

As próteses, tanto mamárias quanto para outras regiões do corpo, são cada vez mais resistentes e as complicações são raras. No entanto, o paciente precisa ficar atento aos sinais abaixo:

  • dor persistente no local da prótese
  • endurecimento ou alteração na consistência do local onde a prótese foi colocada
  • mudanças súbitas de formato ou tamanho da região, bem como a presença de assimetrias
  • vermelhidão, calor ou presença de secreção
  • palpação de nódulos ou massas não previamente diagnosticadas.

Na presença de algum desses sintomas, vale procurar o mastologista, cirurgião plástico, ou outra referência médica assistente para orientação dos exames apropriados.

É importante ressaltar que, na grande maioria dos casos, as pacientes não apresentam sintomas e os exames periódicos servem majoritariamente para garantir tranquilidade e rastrear possíveis alterações silenciosas.

O papel do cirurgião plástico no acompanhamento pós-cirúrgico

O retorno ao cirurgião plástico não termina após o pós-operatório imediato. É fundamental manter um acompanhamento regular com consultas clínicas, especialmente no primeiro ano após a cirurgia e, no caso de próteses, ao longo de toda a vida útil do implante.

O cirurgião é o mais capacitado para avaliar cicatrizes, simetrias, evolução dos resultados e orientar a necessidade de exames adicionais ou encaminhamentos. Em caso de próteses nas mamas, é recomendável que o acompanhamento seja integrado ao ginecologista e, quando necessário, ao mastologista, numa abordagem multidisciplinar que valoriza a saúde integral da paciente.

Como você pode perceber, para a imensa maioria dos pacientes, a realização de exames periódicos após a cirurgia plástica segue igual à da população geral. Portanto, o acompanhamento médico está mais relacionado à manutenção da saúde global, dentro de uma abordagem preventiva, do que a qualquer ocorrência pós-cirúrgicas.

O diálogo aberto com sua equipe médica e a adesão ao calendário de exames e consultas são indispensáveis para garantir a segurança, o bem-estar e a longevidade dos bons resultados obtidos com a cirurgia plástica. Porém, acima de tudo, esses exames são essenciais à sua saúde.

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Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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