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Quantas mamas uma mulher tem? A resposta parece óbvia: duas! Porém, para até 6% da população, essa não é a realidade. Diversas pessoas apresentam uma condição pouco conhecida e, muitas vezes, difícil de perceber — a mama acessória ou polimastia.

É fato que alterações nas mamas costumam despertar dúvidas e preocupações em consultórios médicos. Como a mama acessória é pouco conhecida, muitos pacientes chegam ao especialista assustados ao notarem um nódulo ou aumento de volume fora da posição habitual das mamas, geralmente na axila. Assim, eles se preocupam com a suspeita de algum tumor ou doença mais grave.

No entanto, nesses casos, a solução é muito mais fácil. Neste artigo, você vai descobrir o que é a mama acessória, os sintomas, riscos associados, quando é recomendada sua retirada cirúrgica e os benefícios desse procedimento. Então, continue a leitura!

O que é mama acessória?

A expressão “mama acessória” refere-se à presença de tecido mamário fora da localização anatômica tradicional das mamas. Inclusive, esta é uma condição que pode afetar tanto mulheres quanto homens. Ela também recebe o nome de polimastia ou mama supranumerária, ou seja, acima da quantidade correta.

Mas por que algumas pessoas desenvolvem a mama acessória? Esse fato está relacionado ao nosso desenvolvimento embrionário, ainda durante a gestação. Vamos explicar no próximo tópico.

Por que algumas pessoas têm polimastia?

Enquanto o embrião se desenvolve, no início da gestação, formam-se duas linhas, uma em cada lado do corpo. Elas recebem o nome de linhas mamilares. Elas se iniciam nas axilas, descem pela lateral do peito e abdômen até a região da virilha. Essa não é uma característica apenas dos seres humanos, mas de diversas espécies de mamíferos.

É ao longo dessas linhas que as mamas se formam. Por isso, animais como gatas e cachorras, que vemos com tanta frequência, desenvolvem diversas mamas seguindo esta linha. As gatas possuem 4 pares de mamas, enquanto as cachorras desenvolvem entre 8 e 12 glândulas mamárias. Então, elas conseguem amamentar muitos filhotes ao mesmo tempo.

Nós, seres humanos, desenvolvemos apenas duas mamas. Quando falamos em desenvolvimento normal, as outras mamas possíveis nesta linha mamária são “desligadas”. Porém, em algumas pessoas, fragmentos desse tecido mamário permanecem em outros pontos da linha mamilar ou até mesmo fora dela.

São esses fragmentos de tecido mamário que formam glândulas mamárias adicionais, completas ou incompletas, conhecidas como mamas acessórias. Fatores hereditários podem contribuir para o aparecimento da mama acessória. No entanto, na maioria dos casos, trata-se apenas de uma variação do desenvolvimento normal.

Como é a mama acessória?

A mama acessória pode conter todos os componentes da mama normal: glândula, ductos mamários, gordura e, ocasionalmente, complexo aréolo-papilar (a aréola e o mamilo). Nesses casos, elas são um pouco mais fáceis de identificar, embora muitas pessoas olhem para elas e acreditem que o mamilo é, na verdade, algum tipo de verruga.

Porém, em outros casos, ela é composta apenas por tecido glandular ou adiposo, formando um pequeno volume ou protuberância. Não é incomum os pacientes que possuem essa mama incompleta acreditarem que trata-se de um depósito de gordura localizada, que pode ficar mais inchado em algumas ocasiões ou se parecer com um nódulo.

Onde a mama acessória pode aparecer?

A localização mais comum da mama acessória é a região axilar, mas ela pode surgir em qualquer ponto da linha mamilar — e, mais raramente, em áreas fora dessa linha, como a região torácica, abdominal ou até na virilha. Quando o paciente tem a mama acessória na axila, ela pode causar desconforto ao vestir roupas mais ajustadas na cava da manga, por exemplo.

É muito importante diferenciar a mama acessória de outras formações que podem surgir na axila ou no tórax, como linfonodos aumentados, lipomas (tumores benignos de gordura), glândulas sudoríparas alteradas, cistos ou fibroadenomas.

Por isso, embora a mama acessória não costume causar problemas mais sérios ao paciente, a pessoa precisa procurar o médico ao perceber qualquer volume anormal no corpo. Avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia, ajudam a distinguir a mama acessória de outras estruturas e direcionam o paciente ao tratamento mais adequado.

Quais são os sintomas e sinais da polimastia?

Muitas pessoas convivem com a mama acessória sem qualquer sintoma. No entanto, em determinadas fases da vida, é possível perceber alterações semelhantes às que ocorrem nas mamas habituais. Por exemplo, durante o ciclo menstrual, gravidez ou lactação, o tecido acessório pode aumentar de volume, tornar-se mais sensível ou apresentar dor local.

Então, é importante observar eventuais aumentos de volume em determinada região, especialmente axilar, sensibilidade, dor ou incômodo, principalmente próximo da menstruação (em mulheres) e endurecimento ou aparecimento de nódulos palpáveis.

Raramente, os pacientes relatam saída de secreção pelo local nos casos em que a mama acessória é completa, ou seja, existe um complexo aréolo-papilar. Além desses sintomas físicos, existe o Incômodo estético, dificuldade ao vestir roupas e constrangimento social.

Polimastia coloca a saúde em risco?

No geral, a mama acessória é uma condição benigna, sem risco direto à saúde. Entretanto, existem situações que merecem atenção, como quando ocorrem complicações inflamatórias. O tecido mamário é igual ao dos seios. Então, ele pode apresentar mastites, especialmente em períodos de variação hormonal ou lactação.

Assim como a mama normal, a glândula acessória pode desenvolver nódulos, cistos ou outras alterações benignas. Portanto, se não retiradas, elas precisam da avaliação periódica de um especialista. Esse tecido mamário também pode desenvolver tumores malignos, inclusive câncer de mama, embora esta seja uma condição incomum.

No dia a dia, o volume da mama acessória pode causar desconforto constante, dor ou limitação de movimentos. Nesses casos, é ainda mais importante buscar uma avaliação médica e a indicação para a retirada.

Indicações para retirada da mama acessória

A decisão por retirar ou não a mama acessória deve ser individualizada. Afinal, existem pessoas que simplesmente não se incomodam com esta condição. Porém, ao tomar uma decisão, é importante considerar fatores estéticos, funcionais e, em casos específicos, médicos.

Motivos estéticos

O incômodo com a aparência, problemas com simetria corporal, constrangimento ao usar roupas mais justas ou sem mangas são razões frequentes para solicitar a cirurgia. Muitas mulheres sentem dificuldade em usar biquínis ou regatas devido ao volume extra na axila.

Motivos funcionais

Dor, sensibilidade, episódios repetidos de inflamação, dificuldade de movimentação do braço ou limitação em atividades diárias justificam fortemente a indicação cirúrgica.

Indicações médicas

Quando há suspeita de nódulo suspeito, risco de malignidade identificado em exames ou histórico familiar importante de câncer de mama, a retirada completa é recomendada como medida preventiva. A recorrência de infecções ou abscessos também é fator para considerar a remoção.

Como é a cirurgia para retirada da mama acessória?

Após a avaliação cuidadosa do volume, composição e extensão da mama acessória por meio de consulta clínica e exames de imagem, o cirurgião determina o melhor plano cirúrgico.

Avaliação pré-operatória

A ultrassonografia axilar ou de partes moles é o exame mais utilizado para confirmar a natureza glandular do tecido e planejar a cirurgia. Em casos de suspeita de nódulo, a ressonância magnética ou mesmo a biópsia podem ser solicitadas.

Detalhes do procedimento

A cirurgia consiste na ressecção (retirada) cuidadosa do tecido mamário ectópico, podendo englobar também remoção de gordura e eventuais estruturas adjacentes. Muitas vezes, o procedimento pode ser feito sob anestesia local, local com sedação ou geral, a depender do tamanho e do local da mama acessória, bem como de condições de saúde do paciente.

O procedimento dura em média entre 30 minutos e 2 horas, permite alta no mesmo dia e retorno às atividades habituais em alguns dias, respeitando as orientações de repouso e cuidados locais. A incisão é planejada para ficar o mais discreta possível, geralmente nas dobras naturais da pele da axila.

Os cuidados incluem uso de curativos, restrição de movimentos exagerados do braço inicial, controle da dor com analgésicos leves e acompanhamento de eventuais pontos ou drenos. Em poucas semanas o inchaço regride, e o resultado estético é visível.

Resultados esperados e benefícios da retirada da mama acessória

A retirada da mama acessória resulta, normalmente, em:

  • melhoria estética, com simetria do contorno corporal e maior confiança ao vestir roupas
  • redução ou eliminação completa de sintomas, como dor e incômodo local
  • prevenção de inflamações, cistos, abscessos ou, raramente, tumores
  • melhora da autoestima e da qualidade de vida

A cicatriz da cirurgia tende a ficar discreta, especialmente se for planejada em áreas de dobras naturais. Em casos selecionados, pode-se associar a lipoaspiração local para complementar o contorno. Raramente é necessária cirurgia adicional para correção.

É importante destacar que, se todo o tecido glandular e adiposo for completamente retirado, a chance de recorrência é mínima. Em raros casos, pode haver formação de nódulos residuais, que devem ser acompanhados pelo médico.

Lembramos, mais uma vez, que qualquer alteração nova, crescimento rápido, endurecimento ou mudança em tecido do corpo deve motivar avaliação médica, inclusive investigação por exames de imagem. Eles determinarão se a massa apresentada é realmente uma mama acessória ou se o melhor caminho é buscar uma avaliação mais profunda, com a realização de uma biópsia.

E você, já sabia que a mama acessória existe e, principalmente, que é uma condição relativamente comum? Entendeu a importância de buscar avaliação médica diante do surgimento de qualquer volume na axila ou em outras áreas do corpo? Se você gostou do artigo e quer receber mais informações não só sobre cirurgia plástica, mas sobre o universo da beleza, estética e saúde, acompanhe nosso conteúdo no Instagram e Facebook.

Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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