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Será que estamos entrando em uma nova era, em que o combate à flacidez dispensa a cirurgia plástica e permite a solução deste problema com bioestimulador corporal? Seria uma excelente notícia, não é mesmo? Afinal, imagine a possibilidade de eliminar aquele excesso de pele sem anestesia, sem pós-operatório, sem cicatrizes… Mas será que isso já é realidade?

Sem dúvida, os bioestimuladores são citados entre as mais promissoras inovações no campo da medicina estética. Tanto o rosto quanto o corpo são beneficiados com a aplicação dessas substâncias, oferecendo resultados significativos na melhoria da qualidade da pele e no combate à flacidez tissular.

Porém, antes de levantarmos a bandeira do bioestimulador corporal como a solução mágica para a flacidez, precisamos analisar as vantagens e desvantagens desse tratamento, bem como suas indicações. Se você também tem interesse nesse assunto, continue a leitura. Vamos abordar cada um desses tópicos para que você entenda quais são as melhores opções para gerenciar a flacidez e o envelhecimento.

O que é um bioestimulador corporal?

Os bioestimuladores corporais são substâncias injetáveis que atuam estimulando a produção natural de colágeno e outros componentes que promovem a elasticidade e firmeza da pele. Estes produtos trabalham de forma gradual, promovendo renovação e fortalecimento estrutural dos tecidos tratados, da matriz extracelular da nossa pele.

Entre os principais componentes utilizados como bioestimuladores corporais, destacam-se o ácido poli-L-lático (PLLA), a hidroxiapatita de cálcio (CaHA), o ácido hialurônico não reticulado e a policaprolactona (PCL). Cada um possui características específicas quanto ao tempo de ação, durabilidade dos resultados e indicações preferenciais.

Como o bioestimulador corporal funciona?

O papel do bioestimulador corporal é aumentar a produção de colágeno no local da aplicação. No entanto, esse é um processo biologicamente complexo que envolve múltiplas etapas celulares e moleculares. Quando o profissional injeta esse bioestimulador na pele, o sistema imunológico reconhece este produto como uma substância estranha.

Portanto, o organismo interpreta a aplicação de bioestimulador corporal ou no rosto como uma lesão, embora ela ocorra de forma controlada. Isso faz com que ele desencadeie um processo inflamatório moderado e benéfico, que tem como objetivo remodelar o tecido do local.

Se há um tecido para remodelar ou regenerar, células especializadas precisam de “matéria-prima”, ou seja de colágeno. Os fibroblastos, estruturas celulares que sintetizam o colágeno, aumentam significativamente sua atividade metabólica, resultando na produção de novas fibras colágenas organizadas e funcionais.

O processo de neocolagênese (produção de novas moléculas de colágeno) estimulado pelos bioestimuladores difere significativamente da produção natural de colágeno. Afinal, como o objetivo é reparar rapidamente uma “lesão”, ele ocorre de formam mais intensa e direcionada. As novas fibras formadas apresentam melhor organização estrutural, conferindo maior resistência e elasticidade aos tecidos tratados.

Paralelamente ao estímulo de colágeno, os bioestimuladores promovem aumento na síntese de elastina, proteína essencial para a elasticidade cutânea. Eles também estimulam a produção de ácido hialurônico endógeno, responsável pela hidratação e volume natural da pele.

Onde o bioestimulador corporal pode ser aplicado?

A versatilidade do bioestimulador corporal permite sua aplicação em múltiplas regiões do corpo, cada uma com características específicas e objetivos terapêuticos distintos. No abdômen, por exemplo, essas substâncias contribuem para o tratamento de flacidez leve a moderada. A aplicação pode ocorrer tanto na região abaixo do umbigo quanto em toda a extensão abdominal, dependendo das necessidades específicas de cada paciente.

A região dos braços, particularmente a face posterior (o músculo do tchau), frequentemente apresenta flacidez que causa desconforto estético significativo. O bioestimulador corporal oferece alternativa interessante para casos leves, proporcionando melhoria na sustentação da pele e redução da flacidez localizada.

A aplicação de bioestimuladores nos glúteos visa principalmente a melhoria da qualidade da pele e sustentação dos tecidos, contribuindo para aparência mais firme e tonificada. Inclusive, a combinação de determinadas substâncias pode contribuir até mesmo para reduzir a celulite. No entanto, o profissional precisa ter atenção à forma de aplicação, pois isso interfere no formato desta região.

O tratamento das coxas com bioestimulador corporal requer uma abordagem cuidadosa. Afinal, a região contém importantes estruturas vasculares e linfáticas. Por isso, a aplicação deve ser realizada em camadas específicas para maximizar a eficácia e minimizar riscos de complicações.

Qual é o papel do bioestimulador na prevenção da flacidez?

O bioestimulador corporal demonstra eficácia notável na prevenção da flacidez quando aplicado precocemente, antes que alterações estruturais significativas se estabeleçam. Portanto, esta abordagem preventiva, que se baseia na manutenção da qualidade estrutural da pele através do estímulo contínuo da produção de colágeno, representa mudança importante no paradigma do tratamento estético.

Ao iniciar o tratamento antes que a degradação colágena se torne evidente, é possível retardar significativamente o processo de envelhecimento da pele. Assim, este protocolo preventivo é particularmente valioso em pacientes jovens com fatores de risco para desenvolvimento precoce de flacidez, como predisposição genética, flutuações frequentes de peso ou exposição excessiva ao sol.

No entanto, quando a pessoa já desenvolveu um quadro de flacidez mais acentuada, o bioestimulador corporal apenas oferece uma melhoria da qualidade da pele. Por não ter a capacidade de promover uma retração significativa deste tecido, este procedimento não reverte a flacidez estabelecida.

Como reverter a flacidez?

Como já falamos no tópico anterior, o bioestimulador corporal não produz retração cutânea equivalente aos procedimentos cirúrgicos. Então, em casos de flacidez ou ptose acentuada, é fundamental reconhecer as limitações do bioestimulador e identificar situações em que a cirurgia plástica é a indicação preferencial.

Quando há diástase abdominal significativa, o que é bastante comum após gestações múltiplas ou ganho de peso importante, os bioestimuladores não possuem o grau de eficiência necessário para a correção do problema. Nestes casos, apenas a abdominoplastia, com reaproximação dos músculos retos abdominais, pode restaurar o contorno abdominal adequado.

O excesso cutâneo de pele, seja no abdômen, braços, coxas ou qualquer outra região do corpo, especialmente após grandes perdas de peso, representa indicação clara para liftings cirúrgicos. Assim, o bioestimulador pode complementar estes procedimentos, melhorando a qualidade da pele remanescente, mas não substitui a cirurgia plástica.

A abordagem mais eficaz frequentemente combina procedimentos cirúrgicos com bioestimuladores, maximizando os resultados e prolongando sua durabilidade. Afinal, esta estratégia permite correção das alterações estruturais através da cirurgia e otimização da qualidade da pele através dos bioestimuladores.

É importante planejar cuidadosamente o momento da aplicação pós-cirúrgica, geralmente iniciando após completa cicatrização das incisões e eliminação do inchaço operatório. Sob orientação médica, este protocolo combinado pode prolongar significativamente a durabilidade dos resultados cirúrgicos.

Como é o protocolo de bioestimulação corporal?

O protocolo de tratamento com bioestimulador corporal deve ser individualizado, considerando as características específicas de cada paciente e os objetivos terapêuticos estabelecidos.

Planejamento do tratamento

A avaliação inicial inclui análise detalhada da qualidade da pele, grau de flacidez, espessura do tecido subcutâneo e presença de alterações associadas como estrias ou irregularidades de contorno. Esta avaliação orienta a escolha do tipo de bioestimulador, concentração, volume da aplicação e número de sessões previstas.

O protocolo típico envolve aplicações seriadas com intervalos de quatro a seis semanas, permitindo que cada aplicação estimule adequadamente a neocolagênese antes da próxima intervenção. O número total de sessões varia conforme a necessidade do indivíduo e sua resposta individual ao tratamento, mas muitas pessoas alcançam seus objetivos realizando entre duas e quatro sessões.

Evolução dos resultados

Os resultados do bioestimulador corporal são progressivos, tornando-se evidentes entre seis a doze semanas após cada aplicação. A melhoria continua durante vários meses, com pico de resposta geralmente observado entre três a seis meses após o tratamento completo.

A durabilidade dos resultados varia significativamente, mas geralmente persiste entre 12 a 24 meses. Porém, existem variações dependendo do tipo de bioestimulador utilizado, qualidade inicial da pele e fatores individuais como idade, estilo de vida e até mesmo ingestão de proteínas.

Geralmente, os pacientes precisam realizar sessões de manutenção para preservar os resultados obtidos. O reforço pode ocorrer anualmente ou até mesmo em prazos menores, conforme avaliação individual da evolução dos resultados.dos candidatos é fundamental para o sucesso do tratamento.

É muito importante que o paciente tenha expectativas realistas. Não se pode negar que os bioestimuladores melhorem a qualidade da pele. No entanto, eles não realizam milagres. Além disso, os candidatos ideais para o procedimento são pessoas com flacidez leve a moderada e boa capacidade de cicatrização.

Gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com processos inflamatórios ativos na região a ser tratada ou com histórico de reações alérgicas aos componentes do produto não devem aplicar bioestimuladores. Certas condições autoimunes também podem interferir na resposta cicatricial. Então, caso a pessoa tenha um diagnóstico de doença autoimune, deve consultar seu médico antes de aderir ao protocolo de tratamento.

Afinal, bioestimulador corporal vale a pena?

O bioestimulador corporal representa uma ferramenta valiosa no contexto da medicina estética moderna, oferecendo alternativa eficaz para casos selecionados de flacidez corporal. No entanto, sua capacidade de combater a flacidez é limitada e, em muitos casos, apenas a cirurgia plástica proporciona o resultado desejado.

A combinação inteligente entre bioestimuladores e procedimentos cirúrgicos, quando indicada, pode maximizar resultados e proporcionar benefícios superiores aos obtidos com qualquer método isoladamente.

Por isso, vale a pena procurar um cirurgião plástico qualificado, consciente de sua responsabilidade de orientar adequadamente a cada paciente sobre as melhores opções disponíveis, sempre priorizando segurança, eficácia e satisfação a longo prazo.

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Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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