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Para homens trans e pessoas não binárias, os procedimentos de redesignação sexual representam passos marcantes no processo de afirmação de gênero. Mais do que cirurgias estéticas, alterações como retirar os seios, criar o falo ou ainda a colocação de prótese peniana ajudam o paciente a alinhar sua aparência física à identidade que sente e reconhece.

Neste artigo, especificamente, vamos falar sobre a cirurgia para retirar os seios. Também conhecido como mastectomia masculinizadora, esse procedimento tem o objetivo de remover o tecido mamário e redesenhar o tórax, criando um contorno mais plano e masculino.

Nos últimos anos, o aumento de buscas por essa cirurgia reflete uma mudança importante: o reconhecimento da importância do cuidado integral e do respeito à identidade de gênero. A cirurgia para retirar os seios reduz significativamente a disforia corporal e proporciona liberdade, confiança e conforto, tanto físico quanto emocional.

Está pronto para descobrir como é feito este procedimento, quem pode realizá-lo, quais são os cuidados necessários e o que esperar da recuperação e das cicatrizes? Então, não perca este artigo.

O que é a cirurgia para retirar os seios?

A cirurgia para retirar os seios é um procedimento cirúrgico que remove o tecido mamário, boa parte da gordura desta região e reposiciona as aréolas. Assim, cria-se um aspecto compatível com o tórax masculino. O cirurgião plástico especializado realiza este procedimento como parte das chamadas cirurgias de redesignação sexual ou afirmação de gênero.

Diferente da mastectomia oncológica, indicada em casos de câncer de mama, a mastectomia masculinizadora constrói um contorno torácico esteticamente harmônico. Além da remoção da gordura e glândula mamária, o cirurgião trabalha o formato da pele e o reposicionamento da aréola, garantindo naturalidade e proporção.

O resultado é um tórax que respeita as linhas anatômicas masculinas, sem volume mamário visível e com cicatrizes discretas, planejadas para se integrarem à curvatura do músculo peitoral.

Quem pode realizar a cirurgia para retirar os seios?

A indicação principal da mastectomia masculinizadora é para homens trans e pessoas não binárias que sentem desconforto com o volume mamário e desejam eliminá-lo definitivamente. Em alguns casos, homens cis também realizam a cirurgia para correção de ginecomastia severa (crescimento de tecido mamário masculino). Porém, o contexto mais comum é o de afirmação de gênero.

Antes da cirurgia, é obrigatória uma avaliação completa com equipe multidisciplinar: cirurgião plástico, psiquiatra, psicólogo e, quando necessário, endocrinologista. O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a avaliação do paciente transcorra ao longo de, pelo menos, um ano. Neste período, o acompanhamento dos profissionais de saúde mental favorece uma decisão consciente, segura e alinhada à sua vivência.

Geralmente, os médicos recomendam a realização da cirurgia a partir dos 18 anos, mas a avaliação de cada caso ocorre de forma individual. Pessoas maiores de 21 anos, com diagnóstico de disforia de gênero e estabilidade emocional, costumam ser as principais candidatas.

Como é feita a mastectomia masculinizadora?

A cirurgia costuma durar entre duas e quatro horas. Enquanto alguns médicos optam pela anestesia geral, outros entendem, ao avaliarem o paciente, que é possível utilizar anestesia local com sedação. Após a sedação, o cirurgião realiza as incisões conforme a técnica escolhida.

Primeiro, o cirurgião remove delicadamente o tecido mamário, respeitando as estruturas musculares do tórax. Em seguida, ele remodela a pele para garantir um aspecto plano. Se houver necessidade, o médico reposiciona as aréolas, ajustando formato e proporção. Quando há gordura nas laterais do peito, a aspiração ocorre por meio de cânulas finas, garantindo simetria e naturalidade.

O tipo de técnica escolhida depende do volume das mamas, da elasticidade da pele e das expectativas do paciente. Existe mais de uma abordagem possível e o cirurgião define a ideal em consulta. A seguir, falaremos de cada uma delas:

Técnica de incisão dupla para retirada dos seios

A técnica mais comum é a Double Incision (ou incisão dupla), indicada para quem possui seios médios ou grandes e pele mais flácida. Nesse método, o cirurgião faz duas incisões horizontais: uma logo acima e outra abaixo do músculo peitoral.

Então, por meio desta abertura, ele remove tanto o tecido mamário quanto o excesso de pele. Depois, as aréolas são redesenhadas e colocadas em uma posição mais centralizada e natural. As cicatrizes ficam localizadas nas linhas das dobras naturais, tornando-se discretas com o tempo.

Técnica periareolar para retirar os seios

Para seios menores e com boa elasticidade de pele, pode-se optar pela técnica periareolar. Nesses casos, o médico faz a incisão ao redor da aréola. Trata-se de um método mais conservador, com cicatriz quase imperceptível. Porém, pacientes com grande flacidez ou muito tecido mamário não estão aptos a utilizá-la.

Combinação com a lipossucção

Em diversas situações, o cirurgião também utiliza lipossucção complementar para retirar gordura residual das laterais do tórax, ou seja, uma lipoaspiração. Assim, ele afina o contorno e melhora o resultado final. O importante é que cada técnica seja individualizada, respeitando não só a biologia do corpo, mas também os desejos e o estilo de vida do paciente.

No final do procedimento, frequentemente o médico posiciona drenos de sucção para evitar acúmulo de líquidos sob a pele. Então, ele coloca ainda curativos e faixa compressiva, e o paciente segue para observação. A alta hospitalar geralmente ocorre em até 24 horas.

Como se preparar para a mastectomia masculinizadora?

A preparação para retirar os seios é um processo cuidadoso. Diferentemente de outras cirurgias, a avaliação não envolve apenas o aspecto físico do paciente, mas também fatores emocionais. Portanto, antes do dia da cirurgia, ele passa por exames laboratoriais completos — como hemograma, coagulograma e avaliação cardíaca — e precisa informar sobre o uso de medicamentos contínuos.

Em muitos casos, o médico pode recomendar a suspensão temporária de hormonioterapia (no caso da testosterona) por duas a quatro semanas antes da cirurgia. Afinal, o uso de hormônios aumenta riscos relacionados à coagulação. Pacientes fumantes devem interromper o cigarro pelo menos seis semanas antes do procedimento, pois a nicotina prejudica a cicatrização.

No plano emocional, o acompanhamento psicológico deve continuar. A cirurgia representa um passo decisivo na jornada de transição e pode trazer sentimentos intensos de expectativa, ansiedade e esperança. Então, receber apoio especializado ajuda a manter o equilíbrio e a vivência de cada etapa com tranquilidade.

Como é a recuperação após a retirada dos seios?

As primeiras semanas após retirar os seios exigem atenção e repouso relativo. Isso significa que o paciente deve se afastar do trabalho ou esforços, mas não precisa permanecer deitado o tempo inteiro. O uso da faixa ou colete compressivo é essencial para reduzir o inchaço e ajudar a pele a se ajustar ao novo contorno.

Nos primeiros sete dias, é normal sentir leve desconforto, tensão e inchaço na região operada. Porém, analgésicos simples costumam ser suficientes para controlar a dor. Entre o terceiro e o sétimo dia, o médico retira o dreno.

Durante o primeiro mês, deve-se evitar levantar os braços acima do nível dos ombros e suspender atividades físicas. É fundamental dormir de barriga para cima, manter a postura ereta e comparecer às consultas de acompanhamento conforme orientação médica.

A drenagem linfática manual, quando autorizada, ajuda a reduzir o inchaço e favorece uma recuperação mais rápida. O retorno ao trabalho ocorre geralmente entre 15 e 20 dias. No entanto, este prazo depende da função exercida.

Após cerca de três meses, o resultado já é evidente — o tórax estará definido, com cicatrizes em processo de amadurecimento. O resultado final se consolida entre seis meses e um ano, quando o inchaço desaparece completamente e a coloração das cicatrizes clareia gradualmente.

Como ficam as cicatrizes e os resultados estéticos?

Um dos pontos de maior curiosidade sobre a mastectomia masculinizadora é a aparência das cicatrizes. Elas variam conforme a técnica cirúrgica, o tipo de pele e o processo de cicatrização de cada paciente. Inicialmente, as linhas podem estar mais rosadas. Porém, com os cuidados adequados, elas clareiam ao longo dos meses e tendem a ficar discretas, com coloração semelhante à da pele ao redor.

Nas técnicas com incisão dupla, as cicatrizes formam linhas horizontais na parte inferior dos músculos peitorais, de modo que seguem a anatomia natural masculina. Já no método periareolar, a marca contorna a aréola e é praticamente imperceptível.

Em relação à sensibilidade, a maior parte dos pacientes relata uma dormência temporária devido à manipulação cirúrgica. No entanto, essa sensação tende a diminuir gradualmente ao longo de alguns meses.

Mais do que o aspecto físico, pacientes relatam um impacto emocional profundo. Ver o próprio corpo sem o volume mamário se torna um marco de liberdade e autoconfiança, resultado que costuma valer cada etapa do processo cirúrgico. Essa cirurgia costuma marcar o início de uma nova fase, na qual o paciente se sente verdadeiramente representado pelo próprio corpo.

A decisão de retirar os seios é profunda e individual, e deve ser feita com o apoio de uma equipe multidisciplinar comprometida com respeito, empatia e excelência técnica. O procedimento, quando bem indicado e executado, proporciona não apenas uma transformação estética, mas um verdadeiro alinhamento entre identidade e aparência.

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Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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