Embora o aumento dos seios seja o sonho de muitas mulheres, mamas grandes podem ter um impacto ainda maior na vida de inúmeras pacientes. Afinal, elas não representam apenas um problema estético, mas trazem uma série de limitações funcionais. Por isso, frequentemente, esta condição requer uma redução mamária.
A cirurgia de redução de mamas, que também recebe o nome de mamoplastia redutora, é uma cirurgia plástica que visa diminuir o tamanho dos seios, proporcionando não apenas benefícios estéticos, mas principalmente funcionais. Este procedimento já transformou a vida de milhares de mulheres que sofrem com o peso excessivo das mamas grandes, oferecendo alívio físico e emocional.
Quer entender melhor como é feita a redução mamária, em que circunstâncias o cirurgião recomenda a realização deste procedimento e quais são os benefícios da cirurgia? Então, continue lendo este artigo. Vamos esclarecer todas essas dúvidas.
Índice:
Indicações da redução mamária
As indicações para a redução mamária vão muito além das questões estéticas. Afinal, mulheres com mamas muito grandes frequentemente sofrem com uma série de dores, sintomas físicos e problemas decorrentes de limitações funcionais. A seguir, trouxemos os principais:
Dores devido ao peso das mamas
Pacientes com seios muito grandes relatam a ocorrência de dores crônicas. Embora as costas estejam entre as áreas com maior sobrecarga e, portanto, com dores mais frequentes, o peso excessivo também acomente o pescoço e ombros. Estas dores podem ser debilitantes, afetando a postura e levando a problemas crônicos na coluna vertebral.
Até mesmo o uso do sutiã, um ato corriqueiro na vida das mulheres, pode causar grandes transtornos. Em primeiro lugar, é difícil encontrar uma peça no tamanho adequado, que cubra bem a mama, proporcione boa sustentação e fique devidamente ajustada às costas, sem apertar, nem ficar larga. Porém, mesmo quando a mulher encontra esta peça, as alças do sutiã podem deixar marcas profundas nos ombros, chegando a causar sulcos dolorosos e permanentes na pele.
Intertrigo por excesso de contato da pele
A pele sob as mamas pode desenvolver irritações, erupções cutâneas e infecções devido ao acúmulo de umidade e atrito constante. Estas condições, que recebem o nome de intertrigo, costumam surgir de forma recorrente, e dificilmente melhoram sem a redução do volume mamário.
Dificuldade para a prática de exercícios físicos
A prática de atividades físicas torna-se um desafio significativo. Por isso, muitas mulheres evitam exercícios devido ao desconforto e constrangimento causados pelo movimento excessivo das mamas. Esta limitação pode levar ao sedentarismo e seus problemas de saúde associados, como ganho de peso, doenças cardiovasculares e diminuição da qualidade de vida geral.
Dificuldades sociais antes da redução mamária
O tamanho excessivo das mamas gera ainda um impacto psicológico e social considerável. A dificuldade em encontrar roupas adequadas, inclusive uniformes profissionais, pode afetar a carreira. Nós sabemos os desafios que a mulher enfrenta no mercado de trabalho e, quando seus seios chamam muita atenção, ela pode enfrentar assédio, zombaria e até mesmo represálias.
Muitas mulheres relatam constrangimento em situações sociais e problemas de autoestima decorrentes do tamanho desproporcional das mamas. Isso pode levar a isolamento social, depressão e ansiedade. Além disso, a assimetria mamária significativa também pode motivar a indicação para a mamoplastia redutora.
Avaliação pré-operatória da mamoplastia redutora
Antes da cirurgia, a paciente realiza uma avaliação pré-operatória, que desempenha um papel fundamental para o sucesso do procedimento. Durante as consultas, o cirurgião plástico realizará um exame físico detalhado, avaliando o volume mamário, a qualidade da pele e a posição dos mamilos. Este exame envolve medições precisas das mamas, incluindo a distância do mamilo à clavícula e ao sulco inframamário.
O cirurgião solicita ainda exames como mamografia, ultrassonografia e laboratoriais, como o hemograma. Eles contribuem para a segurança do procedimento. A mamografia é particularmente importante para descartar qualquer patologia mamária pré-existente. Em mulheres jovens, devido à densidade mamária, a ultrassonografia tende a ser a melhor opção.
O médico considera, ainda, a idade da paciente e seus planos futuros em relação à maternidade. Embora a cirurgia não impeça a amamentação na maioria dos casos, é importante discutir estas questões previamente. O cirurgião explicará como a cirurgia pode afetar a sensibilidade dos mamilos, interromper ductos lactíferos e interferir na capacidade futura de aleitamento.
Finalmente, o cirurgião avalia, junto à paciente, suas expectativas quanto aos resultados do procedimento. Afinal, os objetivos da cirurgia precisam ser realistas e alcançáveis. Isso inclui uma discussão detalhada sobre o tamanho desejado para as mamas após a cirurgia e eventuais limitações técnicas que possam existir.
Técnicas cirúrgicas para a redução mamária
Existem diferentes técnicas cirúrgicas para a redução mamária, e a escolha depende de fatores como o volume que o médico precisa remover, bem como as características individuais da paciente. Embora existam variações com cicatrizes menores para casos específicos, a maioria das pacientes necessita da aplicação de técnicas mais comuns, que resultam em cicatrizes em forma de âncora ou T invertido.
A técnica de pedículo vertical, também conhecida como técnica de cicatriz vertical ou lollipop (pirulito), é uma opção para pacientes com hipertrofia mamária leve a moderada. Esta técnica resulta em uma cicatriz ao redor da aréola e uma linha vertical até o sulco inframamário, evitando a cicatriz horizontal.
Porém, grande parte das pacientes apresenta hipertrofia mamária mais severa. Então, a técnica de pedículo inferior com cicatriz em T invertido costuma ser a melhor escolha para essas situações. Esta abordagem permite uma remodelação mais significativa da mama, ou seja, é eficaz para grandes reduções de volume.
O reposicionamento do complexo areolomamilar também é uma parte crucial da cirurgia. O cirurgião recoloca o mamilo e a aréola, alçando-os a uma posição mais alta, natural e mantendo, ao máximo, sua sensibilidade e função.
Em algumas pacientes, a redução da mama precisa incluir a colocação de uma prótese silicone. Por mais contraintuitivo que isso pareça, a verdade é que uma quantidade significativa de mulheres possui mamas grandes, mas pouco densas. Isso significa que o tecido gorduroso é mais abundante que o tecido mamário propriamente dito (tecido fibroglandular).
Assim, quando o médico retira o excesso de pele e gordura, não há tecido fibroglandular suficiente para modelar a mama. A prótese de silicone proporciona o volume e formato desejado, além de melhorar o polo superior do seio.
Informações sobre o procedimento cirúrgico
É importante ressaltar que a redução mamária não é apenas um procedimento estético, mas uma cirurgia reconstrutiva, essencial para melhorar a saúde geral da mulher. Por isso, em muitos casos, ocorre até mesmo a cobertura do procedimento por planos de saúde, especialmente quando há uma documentação médica que comprove problemas físicos causados pelo tamanho excessivo das mamas.
O cirurgião realiza a redução mamária geralmente sob anestesia geral. O procedimento dura, em médica, entre três a quatro horas. Durante o procedimento, o cirurgião remove o excesso de tecido mamário, gordura e pele, remoldando o tecido remanescente para criar uma forma mais proporcional e elevada.
A cirugia geralmente começa com a marcação cuidadosa da pele, que serve como guia para as incisões. Então, o médico realiza as incisões conforme a técnica escolhida, remove o excesso de tecido e reposiciona o complexo areolomamilar. Os tecidos são então remodelados para criar a nova forma da mama, e as incisões são fechadas com suturas.
A internação hospitalar costuma durar entre 24 e 48 horas, permitindo um monitoramento adequado no período pós-operatório imediato. Durante a cirurgia, o médico pode optar pela colocação de drenos. Assim, o corpo terá um dispositivo que facilita a eliminação de líquidos. Os drenos são removidos alguns dias após o procedimento.
Pós-operatório da redução das mamas
O período de recuperação após uma redução mamária requer paciência e cuidados específicos. Nos primeiros dias, é normal sentir desconforto e inchaço, que são controlados com medicação adequada. O uso do sutiã cirúrgico é fundamental e deve ser mantido conforme orientação médica, geralmente por várias semanas.
Nas primeiras duas ou três semanas do pós-operatório, a paciente deve evitar levantar os braços acima da altura dos ombros, pois isso tensiona as incisões e pode causar desde ruptura de pontos e abertura da incisão até um deslocamento da prótese. Então, embora a paciente não precise ficar com os braços colados ao corpo, ela não deve levantá-los, dirigir carros e nem provocar torções no tronco.
Aos poucos, a paciente retorna à sua rotina. Enquanto atividades leves podem ser retomadas após cerca de duas semanas, trabalhos que exigem esforço e exercícios físicos mais intensos devem ser evitados por pelo menos seis a oito semanas. Mesmo após esse período, a paciente deve aguardar a liberação médica para realizar essas atividades.
A cicatrização evolui ao longo de vários meses, com as cicatrizes tornando-se mais claras e menos evidentes com o tempo. Esse processo pode durar, inclusive, mais de um ano. Cremes cicatrizantes ou fitas de silicone só devem ser utilizados quando prescritos pelo médico.
Resultados da mamoplastia redutora
Os resultados da mamoplastia redutora são geralmente muito satisfatórios, com significativa melhora na qualidade de vida das pacientes. O alívio dos sintomas físicos é quase imediato, com diminuição das dores nas costas, pescoço e ombros. A capacidade de realizar atividades físicas melhora consideravelmente, incentivando um estilo de vida mais ativo e saudável.
Os benefícios estéticos incluem mamas mais proporcionais ao corpo, com melhor forma e posicionamento. Muitas mulheres relatam um aumento significativo na autoestima e confiança, sentindo-se mais confortáveis com seu corpo e em suas roupas.
A durabilidade dos resultados é excelente, embora fatores como gravidez, alterações significativas de peso e o processo natural de envelhecimento possam influenciar a aparência das mamas ao longo do tempo. Manter um peso estável e um estilo de vida saudável pode ajudar a prolongar os resultados da cirurgia.
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Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP
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