Quando o assunto é eliminar gordura localizada, a criolipólise se tornou um dos procedimentos mais procurados com esse objetivo. A promessa de emagrecer “sem cirurgia”, “sem cortes” e podendo “voltar ao trabalho no mesmo dia” realmente é tentadora. Por isso, é natural surgir a pergunta: será que a criolipólise substitui a lipoaspiração? Qual é a eficácia desse procedimento? Ele substitui a lipoaspiração?
Se você também já teve essa dúvida, olhou para suas gordurinhas e pensou: “talvez esse atalho seja a melhor alternativa”, não perca este artigo. Vamos contar tudo que você precisa saber sobre a criolipólise, as situações em que ela pode resolver o problema da gordura localizada e quando ela pode se tornar uma armadilha.
Índice:
O que é a criolipólise?
A criolipólise é um procedimento estético que utiliza um aparelho com ponteiras refrigeradas com o objetivo de eliminar a gordura localizada. O procedimento pode ser conhecido também como lipocongelamento, fat freezing ou com o nome de técnicas patenteadas, como CoolSculpting®, Polarys etc.
Geralmente, a temperatura das ponteiras varia entre -5 e -15 graus Celsius. Portanto, o equipamento promove um resfriamento da região de aplicação capaz de congelar tecidos. A definição da temperatura ideal, sempre com margens de segurança para mais ou para menos, depende da avaliação do profissional.
Como é feita a criolipólise?
Os profissionais que realizam a criolipólise (médicos, fisioterapeutas e esteticistas) colocam as ponteiras sobre a pele. Essas ponteiras exercem uma certa sucção na área tratada, resfriando o tecido do local. O resfriamento provoca a morte de parte das células de gordura, sem teoricamente lesar a pele e outras estruturas.
Vale lembrar que essa possibilidade existe porque a criolipólise tem o objetivo de eliminar a gordura subcutânea, que o corpo deposita superficialmente, entre o músculo e a derme. Portanto, é possível atingi-la e resfriá-la com um equipamento que entra em contato com a pele.
No entanto, mesmo após essa exposição ao frio, o organismo não elimina as células gordurosas danificadas na hora. O corpo entra em ação nas semanas seguintes, reconhecendo essas células como alteradas / mortas e promovendo sua remoção gradual por mecanismos inflamatórios e metabólicos. Por isso, o resultado não é imediato: leva geralmente de um a três meses para que a redução de volume fique visível.
Na prática, a criolipólise pode proporcionar uma diminuição moderada de gordura em áreas pequenas e bem delimitadas, como flancos, abdômen leve, culotes bem discretos ou parte interna das coxas. Porém, a resposta não é igual em todos os pacientes, nem em todas as regiões. Há casos em que a diferença é sutil, exigindo várias sessões para um ganho limitado.
Como o organismo elimina a gordura após o lipocongelamento?
Depois da exposição das células de gordura ao frio intenso, elas sofrem um tipo de lesão chamada apoptose, que é uma morte celular programada. Isso significa que não “derretem” durante a sessão, como muitos imaginam. O organismo detecta que a lesão que elas sofreram inviabiliza sua sobrevida de forma saudável. Então, ele “marca” essas células e, aos poucos, elimina-as por meio do sistema linfático e da circulação.
Esse processo é lento e depende da capacidade do próprio corpo de processar esse material. Por isso, hábitos como alimentação equilibrada, hidratação e atividade física podem influenciar a forma como o resultado aparece. Não é a criolipólise que faz a mágica sozinha. Afinal, o organismo precisa ter condições ideais para realizar este trabalho de limpeza.
É importante entender também que a criolipólise atua em uma camada superficial e localizada de gordura. Portanto, ela não promove emagrecimento global e não substitui mudança de estilo de vida. O procedimento também não corrige flacidez. Se a pele está muito frouxa, se há excesso de pele ou grande volume de gordura, a criolipólise simplesmente não entrega o resultado que o paciente imagina.
A criolipólise pode gerar complicações?
Por ser um procedimento não cirúrgico, muitas pessoas consideram a criolipólise 100% segura. Porém, não é possível afirmar isso. Embora, na maioria das vezes, os efeitos sejam apenas vermelhidão temporária, dormência e desconforto local, existe a possibilidade de complicações. Assim como acontece na cirurgia plástica, seria extremamente importante que o paciente fosse conscientizado dessas eventuais adversidades.
Entre elas, está a hiperplasia paradoxal de gordura. Trata-se de um fenômeno em que a área tratada, em vez de reduzir, aumenta de volume, formando uma espécie de placa endurecida de gordura. Esse quadro exige correção cirúrgica, muitas vezes por lipoaspiração. Portanto, o paciente pode ter o tipo de surpresa que ninguém espera ao procurar um tratamento supostamente simples.
Além disso, o paciente pode sofrer ainda queimaduras pelo frio, alterações de sensibilidade e assimetrias. Apesar de não serem tão frequentes, essas complicações podem ocorrer, especialmente quando os profissionais que oferecem o serviço não tiveram treinamento adequado ou o equipamento não apresenta uma qualidade ideal.
Então, muita atenção ao optar por qualquer procedimento: o fato de não haver cortes não significa que não haja riscos. Apenas muda o tipo de risco. Por isso, é importante tomar uma decisão realmente informada, consciente dos benefícios e eventuais desvantagens da criolipólise ou de qualquer outro tratamento.
É possível substituir a lipoaspiração pela criolipólise?
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico, realizado em centro cirúrgico, com anestesia e condições controladas. O cirurgião introduz cânulas finas sob a pele e aspira a gordura de maneira direta, redesenhando o contorno corporal. Isso permite uma abordagem muito mais ampla, precisa e imediata do que a criolipólise é capaz de oferecer.
Enquanto a criolipólise se limita a pequenas reduções e não permite ao profissional esculpir a região ou controlar, de fato, a quantidade de gordura removida no procedimento, a lipoaspiração possibilita retirar volumes significativos de gordura e trabalhar o desenho do corpo. É possível tratar áreas maiores, inclusive de várias regiões do corpo, como abdômen completo, dorso, flancos, coxas, joelhos e braços com um nível de controle que a criolipólise simplesmente não tem.
Outro ponto crucial é a previsibilidade. Na lipoaspiração, o médico consegue planejar o procedimento para retirar uma quantidade definida de gordura, de forma objetiva. Na criolipólise, trabalha-se com estimativas e respostas variáveis do organismo, sem garantia de que o resultado será suficiente para o objetivo do paciente.
E quanto à segurança? Lipoaspiração é mais arriscada do que criolipólise?
A lipoaspiração é uma cirurgia e, como toda cirurgia, envolve riscos. Porém, os procedimentos estéticos também implicam em riscos que nem sempre são divulgados com a mesma transparência. No entanto, vale a pena destacar que o índice de intercorrências na lipoaspiração é baixíssimo, pelo menos quando o paciente procura um médico habilitado, devidamente certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
O cirurgião plástico capacitado só realiza a lipoaspiração quando há uma indicação correta. Além disso, ele solicita exames pré-operatórios, faz uma avaliação clínica detalhada e utiliza uma estrutura hospitalar adequada. Quando existe respeito a todos esses fatores, o nível de segurança é extremamente alto e o risco, controlado.
Por outro lado, a criolipólise e outros tratamentos estéticos geralmente são vistos como algo inofensivo. Justamente por isso, sua realização tende a ser banalizada. Aparelhos duvidosos, ambientes sem supervisão médica, ausência de avaliação clínica e promessas irreais são o verdadeiro problema. Não é que a criolipólise seja “má” em si. O problema é quando oferecê-la como solução milagrosa para casos que exigiriam abordagem cirúrgica.
Em resumo, não se trata de demonizar a criolipólise e nem de alarmar desnecessariamente as pessoas. Porém, ela precisa ocupar seu lugar correto nas áreas de saúde e estética: um recurso adjunto, com indicações limitadas, que não substitui a lipoaspiração em grande parte dos casos.
Criolipólise substitui a lipoaspiração?
Embora já tenhamos respondido esta pergunta de forma sucinta, é importante que você entenda os porquês desta afirmação. Não, a criolipólise não substitui a lipoaspiração. Esse procedimento pode ser uma opção para pacientes com boa qualidade de pele, com pequenas áreas de gordura localizada e que entendem que o resultado será discreto e gradual.
Já a lipoaspiração é a melhor alternativa quando há maior acúmulo de gordura, necessidade de remodelar o contorno corporal e desejo de um resultado mais objetivo e consistente. Muitos pacientes que procuram criolipólise, na verdade, têm indicação muito mais clara para lipoaspiração ou até para associação com abdominoplastia, quando há excesso de pele.
Insistir apenas em sessões de criolipólise, nesses casos, costuma gerar frustração, gasto acumulado e, em alguns cenários, complicações desnecessárias. A escolha não deve ser guiada pela promessa “sem cirurgia”, mas pelo que é realmente adequado para o seu corpo e para a sua segurança.
Como saber qual é a melhor opção para você?
Se você está incomodado com gordura localizada, o caminho não é colecionar sessões de criolipólise na esperança de um milagre silencioso. É fazer uma avaliação honesta com um especialista, que examine sua pele, seu volume de gordura, seu histórico de saúde e suas expectativas de resultado.
Em alguns casos, um ajuste de estilo de vida e um ou outro recurso não cirúrgico podem ser suficientes. Em outros, a lipoaspiração será claramente a escolha mais lógica e eficaz. Há ainda situações em que a criolipólise simplesmente não deveria ser cogitada, sob risco de apenas adiar a solução verdadeira.
O ponto principal é simples: você não precisa de promessas fáceis, precisa de orientação séria. Se chegou até aqui pesquisando sobre criolipólise, é porque o incômodo já está atrapalhando a sua relação com o próprio corpo. E esse é exatamente o momento certo de avaliar, com segurança, se a cirurgia plástica não é, na verdade, a alternativa mais honesta e eficaz para o seu caso.
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A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP








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