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Alguns dos motivos frequentes para bullying na infância e adolescência estão relacionados ao tamanho ou formato das orelhas. Pessoas que chamam a atenção por esse motivo geralmente recebem apelidos, sofrem com a zombaria e costumam levar marcas para a vida inteira. Felizmente, diferentemente de outros problemas estéticos, é possível fazer cirurgia plástica para correção das orelhas bem cedo. Por isso, neste artigo, você vai descobrir a partir de qual idade se pode fazer a otoplastia em crianças.

Ficou interessado? Tem um filho ou uma criança do seu círculo próximo que está sendo impactada emocionalmente por este problema? Então, continue a leitura!

Por que muitas crianças precisam de otoplastia?

Em primeiro lugar, precisamos deixar claro que a otoplastia é a cirurgia plástica das orelhas. No entanto, o que muitas pessoas não sabem, é que ela não corrige apenas as orelhas de abano. A seguir, você vai descobrir quais são as diversas características que podem motivar essa cirurgia:

Otoplastia em crianças para correção das orelhas de abano

O que nós chamamos popularmente de orelhas de abano é, na linguagem técnica, uma orelha proeminente. A solução deste problema pode ser um pouco mais simples ou exigir um procedimento mais complexo, dependendo das características individuais.

Em alguns casos, o cirurgião faz a modelagem das orelhas (otomodelação) de forma minimamente invasiva, com fios absorvíveis ou não absorvíveis que as posicionam corretamente. Porém, em outros pacientes, o médico precisa criar uma dobra na anti-hélice e/ou reposicionar a concha, ou seja, modificar a estrutura das cartilagens para que as orelhas percam o aspecto projetado.

Cirurgia plástica infantil para correção de assimetria nas orelhas

Outro problema relativamente comum é a assimetria entre as orelhas. Em alguns casos, uma orelha permanece mais colada à cabeça, enquanto outra se projeta lateralmente. Também há pacientes que apresentam diferenças visíveis de tamanho, altura de implantação ou formato da borda. Quando as assimetrias chamam atenção no dia a dia, tornam-se fonte de incômodo estético para a criança.

Nesses casos, a otoplastia em crianças corrige esses problemas de forma bastante individualizada. Portanto, o cirurgião modifica a estrutura cartilaginosa, seja para aproximar as orelhas visualmente, corrigindo desproporções. Porém, como em qualquer outra cirurgia plástica, não há pretensão de criar uma simetria absoluta, já que pequenas diferenças são naturais em qualquer rosto.

Otoplastia em crianças corrige orelhas constritas

Outro grupo de alterações envolve as chamadas orelhas constritas. Embora esta condição seja pouco conhecida, ela causa bastante incômodo estético. Parte da cartilagem da orelha apresenta dobras inadequadas, seja pelo posicionamento ou pelo excesso de curvas. Assim, ela parece encolhida ou enrugada. É comum a redução do contorno da borda ou uma parte superior mais fechada, o que gera um aspecto comprimido.

Em graus leves, essa alteração causa apenas uma leve estranheza estética. No entanto, em casos mais acentuados, comprometem bastante a forma da orelha. A solução envolve o uso de técnicas específicas de liberação, enxertos de cartilagem e remodelagem da borda.

Otoplastia infantil na correção de dobra anti-hélice

Há ainda crianças que apresentam orelhas com dobra anti-hélice pouco definida ou malformações segmentares da cartilagem. São casos bastante específicos que causam deformidades visíveis no contorno. Assim, mais uma vez, o cirurgião refazer as curvas e restaura a anatomia o mais próximo possível do normal.

Cirurgia plástica para correção de deformidades causadas por trauma

Além desses casos, a indicação de otoplastia em crianças pode ocorrer quando elas apresentam deformidades causadas por traumas. Afinal, diversos tipos de incidentes podem resultar em cicatrizes retraídas, perda parcial de contorno, entre outros problemas.

A partir de que idade a criança pode fazer a otoplastia?

Grande parte das crianças realiza a otoplastia entre os cinco e os sete anos de idade. Isso é possível por dois motivos: um anatômico e ligado ao desenvolvimento e outro relacionado ao comportamento.

Critério anatômico

Diferentemente de outros órgãos do corpo, aos 5 anos de idade as orelhas já atingiram cerca de 85% a 90% do tamanho que terão na vida adulta. Isso significa que seu desenvolvimento estrutural principal já ocorreu. Portanto, a partir desse momento, a remodelação das cartilagens não prejudica o crescimento natural da orelha, o que permite a cirurgia plástica na infância.

Além disso, nessa fase a cartilagem é mais flexível do que na adolescência e na vida adulta. Essa flexibilidade facilita a criação das novas dobras e favorece um resultado muito natural. Quanto mais jovem a criança, maior a chance de o procedimento apresentar uma cicatrização estável e definitiva.

Critério comportamental

Embora o fator anatômico permita a realização da otoplastia em crianças, ele não é o único que o médico e a família precisam levar em consideração. A decisão ideal envolve avaliar também a maturidade comportamental da criança. Para que a recuperação ocorra de forma adequada, ela precisará seguir uma série de recomendações para o pós-operatório, o que nem todas as crianças estão preparadas para fazer.

Então, para que este pós-operatório gere um resultado satisfatório, a criança precisa ser capaz de compreender que passará por uma cirurgia, ainda que simples, e que precisará seguir algumas regras temporárias.

Crianças muito agitadas, com dificuldade para aceitar orientações ou que não conseguem tolerar a faixa de proteção nos primeiros dias podem precisar esperar um pouco mais. Já aquelas que verbalizam incômodo com a aparência, evitam prender os cabelos ou relatam tristeza ou vergonha em relação às orelhas geralmente se beneficiam bastante da correção precoce.

Critério emocional

Do ponto de vista emocional, essa é uma idade em que as crianças começam a conviver mais intensamente com colegas da mesma faixa etária. Portanto, aumenta a exposição a comentários sobre a aparência, o que gera insegurança e desconforto. Quando existe um impacto emocional perceptível, a otoplastia torna‑se uma importante aliada para o bem-estar da criança.

Muito mais do que uma idade expressa em números, a recomendação final para a otoplastia em crianças deve sempre ser construída entre pais, cirurgião e, quando possível, a própria criança. Essa decisão conjunta aumenta a adesão aos cuidados e contribui para uma experiência positiva.

Qual é o impacto da otoplastia para crianças?

A correção estética e reconstrutiva ainda na infância ajuda a evitar que a criança cresça com uma alteração marcante, que costuma gerar constrangimento em ambientes sociais. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, esse impacto pode afetar diversas áreas da vida, desde a construção da autoestima, convivência com amigos e até o desempenho escolar.

Uma criança que geralmente recebe ataques por ter as orelhas com alguma deformidade, por exemplo, tendem a manifestar suas dúvidas ao professor com menos frequência. Afinal, elas já sofrem com zombaria sem terem feito nada, sabem que levantar a mão para fazer uma pergunta na sala de aula pode gerar comentários, além de adicionar mais um motivo para o bullying. Sem sanar suas dúvidas, a criança deixa de aprender, e esse é um problema que se torna cada vez mais sério.

Não estamos endossando esses erros e nem o bullying mas, honestamente, uma visão realista da vida apenas constata que isso acontece em boa parte das escolas e outros ambientes sociais que as crianças frequentam. Portanto, para muitas delas, a otoplastia promove representa o fim de um sofrimento emocional contínuo e permite um desenvolvimento social, emocional e escolar muito mais saudável.

Como é feita a otoplastia em crianças?

O médico realiza a otoplastia em crianças em centro cirúrgico, com segurança e acompanhamento de equipe especializada. O tipo de anestesia varia não apenas conforme a idade, mas também conforme o tipo de procedimento. Afinal, em cirurgias menos complexas, a previsão de tempo cirúrgico é menor, enquanto em outras esse período tende a ser mais longo, o que implica em abordagens diferentes.

O cirurgião posiciona as incisões nos locais menos visíveis. Porém, como a alteração nas estruturas depende da configuração da orelha do paciente, a definição desses pontos ocorre de forma bastante individualizada. Através desse acesso, o cirurgião remodela as cartilagens, criando as dobras naturais que a orelha deveria apresentar e aproximando a estrutura da cabeça.

Sempre que possível, as cicatrizes ficam na parte posterior da orelha ou em dobras, em regiões discretas. Por isso, elas tendem a se tornar praticamente imperceptíveis com o tempo. Em alguns casos, o procedimento inclui pontos internos permanentes que ajudam a manter a nova anatomia de maneira estável. O procedimento é considerado seguro e previsível, especialmente quando realizado por profissionais habilitados em cirurgia plástica.

Como é o pós-operatório da otoplastia em crianças?

A recuperação é rápida e costuma surpreender positivamente os pais. Após a cirurgia, a criança usa uma faixa ao redor da cabeça por alguns dias. Essa faixa protege a orelha de traumas acidentais, especialmente durante o sono. Depois do período inicial, o uso da faixa pode ser recomendado somente para dormir, durante algumas semanas.

Nos primeiros dias, pode ocorrer leve inchaço, hematomas discretos ou sensação de pressão na área operada. No entanto, além de se tratar de uma condição temporária, esses incômodos são comuns no pós-operatório. Analgésicos simples são suficientes para manter o conforto do pequeno paciente. As crianças conseguem retornar à escola rapidamente, mas não podem participar de atividades que envolvam contato físico ou brincadeiras intensas.

A otoplastia é, provavelmente, a cirurgia plástica que apresenta resultado mais rápido. Nas primeiras semanas, já é possível ver uma grande diferença. Porém, o resultado definitivo costuma aparecer entre dois e três meses, quando a cicatrização interna está consolidada.

Quais são os riscos da otoplastia na infância?

A otoplastia é considerada uma cirurgia de baixo risco. Entre as possíveis intercorrências estão pequenas alterações na cicatrização, assimetrias discretas e, raramente, desconforto prolongado. Complicações mais sérias são incomuns quando a cirurgia é realizada em ambiente adequado e com equipe especializada.

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Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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