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A preparação para uma cirurgia plástica envolve muito mais do que simplesmente marcar uma data e esperar pelo grande dia. Um dos aspectos extremamente importantes e frequentemente subestimados do pré-operatório é o manejo adequado dos medicamentos.

Certos medicamentos, quando tomados próximo à data da cirurgia, podem aumentar significativamente os riscos de complicações, afetando desde a coagulação sanguínea até a cicatrização de feridas. Por isso, a suspensão de determinados remédios e até mesmo suplementos naturais é um cuidado essencial que todo paciente deve ter em mente.

Você já sabia que o paciente precisa suspender alguns medicamentos e suplementos antes da cirurgia plástica? Quer saber que remédios são eles e de que forma eles podem impactar negativamente no procedimento e no pós-operatório? Então, continue a leitura!

A importância de suspender medicamentos no pré-operatório

Existem diversas razões pelas quais o médico precisa orientar o paciente a suspender alguns medicamentos antes da cirurgia plástica. Aliás, esta é uma recomendação feita não só em procedimentos estéticos, mas em uma série de cirurgias eletivas, que o paciente e o médico conseguem programar com antecedência.

Primeiramente, se o paciente toma determinados medicamentos, existe o risco de que eles interajam com os anestésicos e outros fármacos que a equipe médica utiliza durante o procedimento. Essas interações podem levar a efeitos adversos imprevisíveis, comprometendo a segurança do paciente.

Sabe quando o médico fala que, ao tomar um determinado medicamento, você não deve consumir bebidas alcoólicas? Ou que determinados remédios podem fazer o anticoncepcional perder o efeito? É a mesma lógica, mas relacionada aos anestésicos e fármacos utilizados na cirurgia. Eles precisam funcionar perfeitamente. Então, o paciente precisa suspender qualquer substância que possa interferir nesse resultado.

Além disso, muitos medicamentos afetam a coagulação sanguínea, tornando-a mais lenta. Isso pode aumentar o risco de sangramento excessivo durante e após a cirurgia. Enfim, certos medicamentos interferem no processo de cicatrização, prolongando o tempo de recuperação e potencialmente comprometendo os resultados estéticos da cirurgia.

Tipos de medicamentos geralmente suspensos no pré-operatório

Existem diversos tipos de medicamentos que costumam ser suspensos no pré-operatório. A seguir, falaremos de cada categoria.

Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários

Você sabe o que é coagulação? De forma bem simples e didática, é a capacidade que o organismo tem de formar barreiras para que o sangue pare de sair do sistema circulatório. Então, quando você faz um corte no dedo, começa a sair sangue, certo? Depois de algum tempo, no local do corte, forma-se uma “parede” de um sangue um pouco mais grosso, que estanca o sangramento. Isso é a coagulação.

Portanto, em qualquer cirurgia, é muito importante que seu corpo mantenha a capacidade de coagulação. Isso impede que o sangue continue saindo dos cortes por tempo indefinido, causando uma hemorragia.

Porém, por vários motivos, uma pessoa pode precisar tomar medicamentos que tornam esse processo de coagulação mais lento, deixando o sangue “mais fino”. São os anticoagulantes e antiagregantes plaquetários. Medicamentos como aspirina, varfarina e clopidogrel são amplamente utilizados para prevenir coágulos sanguíneos.

O problema é que esses medicamentos aumentam significativamente o risco de sangramento durante a cirurgia. Por isso, antes de um procedimento como esse, é preciso suspender esses remédios. O tempo de suspensão varia, podendo ser de uma semana a um mês antes da data da cirurgia, dependendo do medicamento específico e da condição do paciente.

Todo tipo de suspensão de medicamentos deve acontecer sob orientação médica, pois em alguns casos, os riscos de suspender o anticoagulante podem superar os benefícios. Por exemplo, pacientes com alto risco de eventos trombóticos podem necessitar de outras terapias enquanto suspendem os anticoagulantes.

Medicamentos anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno, também são alvo de preocupação no pré-operatório. Afinal, esses medicamentos também afetam a coagulação e ainda podem, podem interferir no processo de cicatrização.

Para pacientes que necessitam de controle da dor nesse período, alternativas como o paracetamol podem ser consideradas, mas sempre sob orientação médica. É importante notar que mesmo medicamentos aparentemente inofensivos, como os utilizados para resfriados e gripes, podem conter AINEs.

Então, caso você tenha um simples resfriado ou cólica nas semanas que antecedem a cirurgia, não tome remédios sem prescrição. Consulte o seu cirurgião plástico perguntando se pode utilizar este medicamento com tranquilidade ou se há outra opção disponível para substituição.

Suplementos naturais

Quem poderia imaginar que um suplemento, ainda mais natural, poderia interferir na cirurgia plástica? Infelizmente, isso pode acontecer, sim. Produtos como Ginkgo biloba, alho em cápsulas e ginseng podem parecer inofensivos, mas têm efeitos significativos na coagulação sanguínea e ainda podem interagir com anestésicos.

O Ginkgo biloba, por exemplo, pode aumentar o risco de sangramento, enquanto o alho pode potencializar o efeito de anticoagulantes. O ginseng pode afetar os níveis de glicose no sangue, complicando o controle durante a cirurgia. Portanto, quando se trata do nosso corpo, não há substância neutra. Tudo que entra em nosso organismo — até mesmo alimentos — causam reações químicas que podem interferir na realização de um procedimento ou no processo de cicatrização.

Medicamentos para diabetes

Para pacientes com diabetes, o manejo dos medicamentos no pré-operatório requer atenção especial. Muitas vezes, o cirurgião plástico atua em conjunto com o endocrinologista que acompanha o paciente para realizar ajustes na dosagem de insulina ou medicamentos orais. Também é necessário monitorar a glicemia de forma mais rigorosa nas semanas que antecedem a cirurgia.

Medicamentos para pressão arterial

Os medicamentos para pressão arterial representam outro grupo que requer consideração cuidadosa. Em muitos casos, esses medicamentos não precisam ser suspensos, mas podem necessitar de ajustes. Outros remédios, como inibidores da ECA, aumentam o risco de hipotensão e devem ser suspensos. O monitoramento da pressão arterial no período pré-operatório é essencial, e o cirurgião pode solicitar a avaliação do cardiologista do paciente para otimizar o controle da pressão antes do procedimento.

Medicamentos antidepressivos e ansiolíticos

A suspensão de antidepressivos e ansiolíticos nem sempre é obrigatória, mas quem avalia esta necessidade é o cirurgião plástico. Então, em alguns casos, ele orienta o paciente a procurar o psiquiatra para ajustar as doses ou considerar interações com anestésicos.

Certos antidepressivos, como os inibidores da monoamina oxidase (IMAO), podem interagir perigosamente com alguns medicamentos utilizados durante a anestesia. Por isso, é fundamental que o paciente informe ao cirurgião sobre o uso desses medicamentos, para que os ajustes sejam feitos no tempo adequado.

Uso de hormônios no pré-operatório

O uso de hormônios, incluindo anticoncepcionais orais, também merece atenção no pré-operatório. Alguns hormônios podem aumentar o risco de tromboembolismo, especialmente em cirurgias mais longas. As orientações para suspensão desses medicamentos variam, e a decisão precisa considerar as necessidades individuais, avaliando os riscos e benefícios para cada paciente.

Acompanhamento multidisciplinar no pré-operatório

Em muitos casos, a preparação pré-operatória pode exigir uma abordagem multidisciplinar, ou seja, a atuação conjunta entre o cirurgião plástico e o especialista que acompanha um paciente que possui uma doença crônica ou autoimune, por exemplo. Essa abordagem em equipe pode incluir consultas com cardiologistas, endocrinologistas, hematologistas ou outros especialistas, dependendo das condições de saúde de cada indivíduo.

O planejamento da suspensão de medicamentos deve ser feito também conforme as necessidades individuais. Alguns pacientes podem e devem fazer essa suspensão com antecedência. Outros, necessitam de um prazo menor, suspensão gradual ou até mesmo substituição.

Diante dessas necessidades, o cirurgião ou esta equipe multidisciplinar fornecerão um cronograma detalhado, indicando quando cada medicamento deve ser suspenso e, se aplicável, quando pode ser retomado após a cirurgia. Seguir essas orientações rigorosamente é crucial para a segurança. Negligenciá-las pode resultar no adiamento da cirurgia ou em complicações significativas durante e após o procedimento.

É importante que você saiba que nem todos os medicamentos precisam ser suspensos. Porém, a decisão é do cirurgião, pois ele conhece os impactos dessas medicações na cirurgia e no pós-operatório. Então, faça uma lista detalhada de tudo que você toma, tanto os medicamentos prescritos quanto suplementos “naturais” ou “inofensivos” e remédios de venda livre. Assim, ele poderá orientá-lo da melhor forma em seu pré-operatório.

Substituição de medicamentos no pré-operatório

Em alguns casos, podem ser necessárias alternativas ou substituições temporárias para manter condições crônicas sob controle durante o período de suspensão de certos medicamentos. Por exemplo, pacientes que precisam suspender anticoagulantes podem ser orientados a usar heparina de baixo peso molecular temporariamente.

O fato é que, desde que bem acompanhados, a maioria dos pacientes pode realizar cirurgias plásticas. Embora existam exceções, grande parte das pessoas consegue manter doenças autoimunes e crônicas sob controle para que o sonho de um procedimento seja realizado. O cirurgião trabalhará em conjunto com outros especialistas para desenvolver um plano que mantenha o equilíbrio entre o controle das condições de saúde existentes e a preparação adequada para a cirurgia.

Agora você já sabe que é fundamental discutir abertamente os medicamentos que você toma com o seu cirurgião plástico. Esta comunicação honesta e aberta é essencial não apenas para o sucesso do procedimento, mas principalmente para a sua segurança.

E você, sabia que existem medicamentos que precisam ser suspensos antes da cirurgia plástica? Gostou do artigo? Quer acompanhar outros temas sobre cirurgia plástica, estética, beleza e bem-estar? Então, acompanhe nossas páginas no Instagram e no Facebook para não perder nenhuma novidade.

Master Health

A Master Health, há mais de duas décadas, alia conforto, segurança e zelo no tratamento de seus pacientes. Adepta do conceito de clínica vertical, a Master dispõe de quatro andares unicamente dispostos ao atendimento, favorecendo a privacidade de cada momento da cirurgia plástica ou tratamento realizado pelo paciente.
Diretora Técnica Dra. Elaine Favano – CRM 42085/SP

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